então hoje, enfim, encontrei o agualusa. estávamos na frente do hotel a, quando ele passou molhado da piscina. seu jeito de galã latino parecia estar guardado em algum lugar, era mirrado, mas ainda assim muito bonito. fala tão baixo que todo mundo tem que fazer praticamente imóvel para captar tudo. pedimos que ele voltasse do quarto com uma camisa de cor quente por causa das fotos que fizemos no mezanino cheio de motivos africanos. veio de branco. “desculpe, era a única camisa que encontrei”. sobre o acordo ortográfico, assunto tema de sua palestra, ele se mostrou um entusiasta. “essa unificação irá promover uma maior interação entre países de língua portuguesa. será mais barato editar livros no Brasil e publicar em países da África”.

no meio da entrevista um argueiro – como se chama aqui em Pernambuco uma poeira ou grão de areia que entra no olho – incomodou agualusa. depois ele relembrou como era o período em que morou em olinda. “morei com o adão, um artista plástico de 2 metros de altura”. o angolano foi, sem dúvida o escritor mais requisitado da Festa. deu no mesmo dia 5 entrevistas seguidas, além de passagens em tv. affonso romano também era muito procurado, mas só chegou hoje, bem atrasado. agora mesmo ele apareceu próximo à sala de imprensa, mas já sumiu. a tv já estava montando a estrutura pra fazer a passagem. morgou.