Assisti à partida pelo ouro do futebol feminino pela internet. Com a derrota do time de Marta, cresce na blogosfera a teoria da urucubaca brasileira. Mais cedo, em casa, o time feminino de vôlei conseguiu virar e vencer a China. As duas equipes eram favoritas. Uma ganhou de virada o primeiro set e passou à final e a outra entregou o ouro no primeiro tempo da prorrogação com um gol dos EUA.

Isso sem falar em Diego Hypolito e o episódio da vara.

Falta de apuro técnico? Cagaram no pau? Nervosismo? Falta de nível?

Sobre isso, o Contardo Calligaris publicou um texto ótimo (e qual dele não é?) em sua coluna na FSP hoje:

(…) os campeões, ao menos durante um tempo de sua vida, focam seu desejo, ou seja, persistem em desejar apenas uma coisa. Até aqui eles são parecidos com a gente.
Só que, diferentes da gente, eles se autorizam a desejar uma coisa que é difícil, mas que não lhes é impossível: desejam a excelência num ofício para o qual eles têm talento. Restaria se perguntar por que um campeão pode falhar. Pois bem, até os campeões precisam daquela coisa que faz com que, um dia, milagrosamente, a disposição, o humor, a temperatura, o brilho do sol ou o barulho da chuva conspirem para que tudo dê certo. Ou seja, precisam de sorte. Boa sorte a Diego nos próximos Jogos Olímpicos.

Peguei a foto do Novo Em Folha.